29/08/2008

O diário de Woody Allen em Barcelona

Woody Allen acaba de lançar seu novo filme, Vicky Cristina Barcelona, muito elogiado pelo New York Times em crítica no dia 15. Hoje, o jornal publicou um hilário texto do diretor, com trechos dos diários do set de filmagem, em Barcelona. Excelente. AUG. 20 Made love with Scarlett and Penélope simultaneously in an effort to keep them happy. Ménage gave me great idea for the climax of the movie. Rebecca kept pounding on the door, and I finally let her in, but those Spanish beds are too small to handle four, and when she joined, I kept getting bounced to the floor. Confira o restante aqui.

27/08/2008

40 anos depois, o Piauí ainda saúda Nelson Rodrigues

Tenho lido muito Nelson Rodrigues. Entre os cronistas brasileiros, só fica atrás de Rubem Braga. Em 1969, em O Globo, publicava as suas irretocáveis Confissões. Um dia, relatou seu encontro, inédito, com um piauiense. E notou, no rapaz, as espinhas, e o fato de o sujeito ser natural de um estado pobre. Publicado o texto, inciada a polêmica. Houve o diabo. O Liberal, jornal piauiense, reproduziu a crônica, chamando o dramaturgo de "um cabra velho muito ordinário, talvez do bairro do Alagado, das bandas do Recife, que acode pelo nome de Nelson Rodrigues". O dono do Royal Palace Hotel enviou-lhe um telegrama: "Tomando conhecimento artigo Piauí dia dezenove vg lamentando falta conhecimentos geográficos ética profissional ilustre jornalista vg convido pessoalmente conhecer nossa terra passagem estada tudo minha conta fim não escrever bobagens sua coluna tão apreciada". Diante de tanta pressão, Nelson teve de confessar: "Passei 40 anos sem me lembrar do Piauí. Em toda a minha infância, a única referência que tive do admirável estado foi o 'Meu boi morreu', que, afinal de contas, não deixa de ser um mugido promocional. E eu entendia que o piauiense tinha todas as razões para estar ressentido contra a própria pátria". E quando, na própria cidade do Rio de Janeiro, começaram a aparecer piauienses nunca avistados, protestando contra a crônica e seu autor, ele não podê acreditar: "Como que saído de tocas, cavernas, túneis inimagináveis, brotaram outros piauienses. A coisa começou a ficar alucinatória. Estava vendo a hora em que, de repente, por um desses milagres cínicos e deslavados, os nossos 80 milhões de habitantes iam se declarar piauienses. Eu já não entendia mais nada". E mais: "Digo (na crônica) que a nossa imprensa faz, sobre o belo estado, um silêncio crudelíssimo. Resultado: os patriotas de Teresina estão ventando fogo por todas as narinas". "Sabemos mais do esquimó que do piauiense." Isso tudo eu venho lendo esta semana, num prazer absoluto, quando encontro no Google uma referência atual sobre essa disputa de praticamente 40 anos atrás. É uma matéria de um portal nordestino, datada de 20 de abril de 2008. Abaixo, a prova de que ainda hoje o Piauí deve muito ao gênio de Nelson Rodrigues. O link, aqui.

Pinceladas de Gabriel García Márquez

O outono do patriarca, Record tradução de Remy Gorga, Filho páginas 159 e 160 Pouco antes do anoitecer, quando acabamos de tirar a courama apodrecida das vacas e arrumamos um pouco aquela desordem de fábula, ainda não havíamos conseguido que o cadáver se parecesse à imagem de sua lenda. Nós o havíamos raspado com ferros de descamar peixes para tirar-lhe a rêmora de fundo do mar, nós o lavamos com creolina e sal de lavar pedra para apagar as marcas da putrefação, nós empoamos sua cara com amido para esconder os remendos de talagarça e os buracos de parafina com que tivemos de restaurar-lhe a cara picotada de pássaros de muladar, nós lhe devolvemos a cor da vida com camadas de ruge, e batom de mulher nos lábios, mas nem mesmo os olhos de vidro incrustados nas covas vazias conseguiram impor a ele o semblante de autoridade que seria necessário para expô-lo à contemplação das multidões. Enquanto isso, no salão do conselho de governo invocávamos a união de todos contra o despotismo de séculos para repartir em partes iguais o espólio do seu poder, pois todos haviam voltado ao exorcismo da notícia sigilosa mas incontível de sua morte, haviam voltado os liberais e os conservadores reconciliados no remorso de tantos anos de ambições postergadas, os generais de alto-comando que haviam perdido o rumo da autoridade, os três últimos ministros civis, o arcebispo-primaz, todos os que ele não teria querido que estivessem estavam sentados à volta da longa mesa de nogueira tentando pôr-se de acordo sobre a forma como se devia divulgar a notícia daquela morte enorme para impedir a explosão prematura das multidões na rua, primeiro um boletim número um do correr da primeira noite sobre um ligeiro percalço de saúde que havia obrigado a cancelar os compromissos públicos e audiências civis e militares de sua excelência, em seguida um segundo boletim médico no qual se anunciava que o ilustre enfermo se havia visto obrigado a permanecer em suas habitações privadas em conseqüência de uma indisposição própria de sua idade, e por último, sem nenhum aviso, os dobres rotundos dos sinos da catedral no amanhecer radiante da cálida terça-feira de agosto de uma morte oficial que ninguém havia de saber nunca com toda certeza se em realidade era a sua.

25/08/2008

Um fim de semana de muitos filmes

Entre as noites de sexta-feira e de ontem, assisti, em DVD ou no cabo, a seis filmes, alguns com a Jade. Um recorde que, creio, não vou (vamos) conseguir superar este ano. É que a cabeça estava cheia de trabalho, trabalho, trabalho, havia quase dois meses. Nesse tempo, nada de livros ou filmes, produtos culturais. Esse vazio é pernicioso, você vai embrutecendo, alienando-se e, quando se dá conta, tem cabelo saindo pelo nariz. Então, nesse fim de semana, desforra: fiz a barba, me recompus e me sentei no sofá. Até o próximo domingo, espero recuperar as leituras (minha última nanopinião é do dia 1º de julho!). Abaixo, um roteirinho do que vi, com nanopiniões: Sexta-feira/Sábado Jogos Mortais 2 (2005, Saw 2) – Ruim. Peguei porque vi o primeiro da série (já está no quinto!), e gostei do roteiro. A última cena de JM me impressionou. Mas a continuação é ruim. Para a Jade, consegue ser mais moralista que o assassino canceroso. É do Darren Lynn Bousman. Não arriscarei o 3. O buraco (2001, The hole) Bacaninha. É do Nick Hamm, com Thora Birch e Keira Knightley. A primeira faz uma maluca convincente. Legal cotejar as duas versões do que aconteceu no abrigo antibombas... Corpo fechado (2000, Unbreakable) É do M. Night Shyamalan, com o Bruce Willis e o Samuel L. Jackson. Revi, e continuo não gostando. É óbvio que se Jackson acredita que existe um antípoda dele, "unbreakable", e que este antípoda é um herói, logo... Mas confesso que não saquei, nem antes, nem agora. Sábado Chaplin (1992) Bonito. Bom para não esquecer o gênio, e gênio caçado à paulada... Viu a Grande Depressão arrasando empregos e fábricas, mas nas ruas o povão faminto vinha lhe pedir autógrafos e não dinheiro - sufocado, fez Tempos modernos. Em 1938, filmou O grande ditador, desafiando 1) o desinteresse do norte-americano à possibilidade de uma Segunda Guerra Mundial e 2) a tolerância da elite norte-americana a Hitler. Ainda sobre O grande ditador, incomodava a Chaplin pôr Carlitos falando, cruzando a fronteira do cinema mudo. "Se é para falar, que fale algo em que acredito de verdade" - e escreveu, ele mesmo, o discurso memorável. É do Richard Attenborough, com Robert Downey Jr. e Anthony Hopkins. Fotografia do Sven Nykvist. Uma história simples (1999, The straight story) O melhor filme do fim de semana. Que susto levei quando o filme começou com um "a Walt Disney production". Porque é do David Linch! Conta a história de Alvin Straight, que no dia 5 de julho de 1994 iniciou uma viagem de Laurens, no Iowa, até Monte Zion, no Wiscosin, dirigindo um cortador de grama. Richard Farnsworth, que ator. Lindo. Domingo Um beijo roubado (2007, My blueberry nights) Muito fraco. Ruim mesmo. Quase não pára em pé. É do Wong Kar-Wai, com Jude Law e Norah Jones. A trilha escapa, acho, e por causa do Ottis Redding. Só.

A crônica de hoje, no DC!

Página 4 do caderno Variedades, no Diário Catarinense de hoje. E como o assunto são as Olimpíadas, aproveite para visitar a galeria de fotos do NYT sobre os jogos na China. De cair o queixo. Assista em fullscreen.

23/08/2008

Toco y my voy, no blog do Eliziário

Ontem, fui contemplado com a gentileza do Blog do Eliziário Goulart Rocha, jornalista gaúcho com quem tive o prazer, como já contei aqui, de trabalhar por alguns meses. Eliziário mantém uma coluna semanal chamada "Toco y me voy", em que publica textos de jornalistas amigos, como Augusto Nunes, por exemplo. Por que "Toco y me voy"? "A expressão 'toco y me voy', utilizada em referência ao futebol argentino, descreve o lance no qual o jogador passa a bola a um companheiro e se desloca rapidamente, tornando-se uma opção para recebê-la mais adiante. Tal jogada implica alguns requisitos. Primeiro, a objetividade. O futebol brasileiro, tão afeito a dribles desnecessários, nem sempre permite um eficiente 'toco y me voy'. Segundo, para que a jogada funcione é preciso que quem recebe a bola tenha talento para dominá-la, raciocinar com rapidez, vislumbrar a melhor opção e entregá-la redondinha logo ali na frente. Claro, pode também, prerrogativa dos grandes craques, não devolver a bola e sair driblando meio time para fazer o gol." Ontem, fui eu. Leia aqui.

21/08/2008

De volta a maio de 1937?

Um dos poemas de Into the Wild: I Go Back to May 1937 By Sharon Olds I see them standing at the formal gates of their colleges, I see my father strolling out under the ochre sandstone arch, the red tiles glinting like bent plates of blood behind his head, I see my mother with a few light books at her hip standing at the pillar made of tiny bricks, the wrought-iron gate still open behind her, its sword-tips aglow in the May air, they are about to graduate, they are about to get married, they are kids, they are dumb, all they know is they are innocent, they would never hurt anybody. I want to go up to them and say Stop, don’t do it—she’s the wrong woman, he’s the wrong man, you are going to do things you cannot imagine you would ever do, you are going to do bad things to children, you are going to suffer in ways you have not heard of, you are going to want to die. I want to go up to them there in the late May sunlight and say it, her hungry pretty face turning to me, her pitiful beautiful untouched body, his arrogant handsome face turning to me, his pitiful beautiful untouched body, but I don’t do it. I want to live. I take them up like the male and female paper dolls and bang them together at the hips, like chips of flint, as if to strike sparks from them, I say Do what you are going to do, and I will tell about it. from Strike Sparks: Selected Poems 1980-2002. ps. alguém, por favor, conhece uma tradução para o "brasileiro"?

Um blog que vale ouro!

Drops do blog Bronze Brasil 2008 - No Bronze a gente é ouro: Depois da heróica humilhação na semifinal diante da Argentina, Dunga e sua provável geração de Bronze entram em campo na manhã de sexta-feira diante da Bélgica na decisão do terceiro lugar Olímpico. Somente uma zebra do tamanho do território chinês pode tirar o sonho bronzeado do nosso peito. ** Não é para menos que Ricardo e Emanuel formam a grande dupla do vôlei de praia masculino mundial. Com absoluto controle do jogo, os atuais campeões olímpicos corrigiram os acertos dos Jogos de Atenas e perderam a partida para os também brasileiros Márcio e Fábio Luiz por 2 sets a 0 (22/20 e 21/18), em partida válida pelas semifinais da Olimpíada de Pequim. ** Diego Hypolito manteve a tradição brasileira nas provas de solo e refugou na final da ginástica olímpica. Assim como Daiane dos Santos em Atenas, o ginasta falhou ao executar pela milésima vez a mesma coreografia, justamente quando mais importava. ** Quatro olimpíadas e nenhum bronze: este é o cartel de Edinanci Silva, que até horas atrás era nossa esperança de medalha na categoria até 78 kg do judô. A atleta começou mostrando sua experiência, perdendo logo de saída e se poupando para a disputa da repescagem. http://bronzebrasil2008.wordpress.com/

20/08/2008

O jornalismo pode ser boa literatura...

Gasto uma dinheirama com informação impressa. Essa é a verdade. O alarido dos telejornais não me seduz; meu negócio é no papel – a melhor retórica é a da palavra escrita. Tento controlar, mas é difícil: além de assinar o Diário Catarinense e O Estado de S. Paulo, INFO e Piauí, compramos, eu e Jade, quase uma dezena de revistas avulsas. Elas ficam espalhadas pela casa, junto com os livros, ao alcance das mãos. Hoje mesmo parei diante de uma banca. Passei os olhos e fui contando, de cabeça, o que gostaria de comprar: uma, duas, três, quatro... Trip, Brasileiros, Rolling Stone e mais uma edição da Bibliteoca Entrelivros. Desta última, vale um comentário.
Trata-se de um volume sobre Jornalismo x Literatura, com uma imagem do filme Medo e Delírio em Las Vegas na capa, Johnny Deep posando de Hunter Thompson. Em casa, abri a revista e comecei a folhear. Por ordem de aparecimento, aparecem em fotos: Graciliano Ramos, Truman Capote, Gay Talese, Hemingway, Zola, Defoe, Victor Hugo, Balzac, Lima Barreto, Orwell, García Márquez, Camus, Otto Lara, Joel Silveira, João do Rio, Wilde, Paulo Francis, João Ubaldo, Vargas Llosa, Antônio Callado, Loyola Brandão, Machado de Assis, Nelson Rodrigues, Euclides da Cunha, Lilian Ross, Flaubert, Tom Wolfe, Mark Twain, João Antônio, Norman Mailer, Sérgio de Souza, Milton Severiano... Vendo essa gente sorrindo para mim, impossível não sentir orgulho da nossa profissão. ps. na RS, olho da matéria de capa, com Paulo Coelho: "A [minha] biografia é perfeita. Mas peca por se deter ao meu lado material e não tocar no tema espiritual - e nem poderia, afinal Fernando [Morais] é um ateu, um cara que acredita em Fidel Castro".

Pinceladas de Lev Tolstói

A sonata a Kreutzer, Editora 34 tradução de Boris Schnaiderman páginas 46 e 47 – O mais espantoso está justamente em que ninguém queira saber aquilo que é tão claro e evidente, aquilo que devem conhecer e pregar os médicos, mas sobre o que se calam. O caso é terrivelmente simples. O homem e a mulher foram criados como animais, de modo que, depois do amor carnal, começa a gravidez, seguida da amamentação, estados em que o amor carnal é nocivo tanto para a mulher como para o filho. Existe número igual de homens e mulheres. O que decorre disso? Parece claro. E não é preciso muita sabedoria para tirar daí a conclusão que fazem os animais, isto é, a abstenção. Mas não. A ciência chegou a tal ponto que descobriu não sei que leucócitos, que correm no sangue, e toda espécie de tolices desnecessárias, mas não conseguiu ainda compreender isto. Pelo menos, não se ouve que ela o diga. E eis que sobram para a mulher apenas duas soluções: a primeira consiste em fazer de si um monstro, destruir em si ou ficar destruindo, na medida das necessidades, a capacidade de ser mulher, isto é, mãe, a fim de que o homem possa ter um prazer tranqüilo e permanente; ou a segunda solução, e até mesmo não uma solução, mas uma transgressão simples, grosseira, direta, das leis da natureza, que se comete em todas as assim chamadas famílias honestas. E consiste precisamente em que a mulher, contrariando a sua natureza, deve ser ao mesmo tempo grávida, nutriz e amante, deve ser aquilo a que nenhum animal se rebaixa.

18/08/2008

A crônica de hoje!

Página 4 do caderno Variedades, no Diário Catarinense de hoje.

17/08/2008

A segunda maior torcida do RS está de volta!

Cresci um gremista feliz. A cada fim de ano, rumávamos a família inteira para Porto Alegre. Lá, comemorávamos, todos juntos, reunidos, mais um Natal, mais um Ano Novo e mais 365 dias de superioridade tricolor sobre o Internacional. De 1979, quando nasci, até 2006, quando os colorados conquistaram a América e o mundo (ai, Rogério Ceni frangueiro, ai, Ronaldinho Gaúcho apagado), o Inter não exisitia, e só dava vexame. Durante esses 25 anos, formou-se, no seio colorado, uma torcida de meter medo em qualquer cartola: a do portão 8. Tratava-se da massa colorada que se reunia, ao fim de cada derrota, no portão 8 do Beira-rio para protestar contra jogadores, técnico, dirigentes e quase demolir o estádio. Os gremistas brincávamos: "Portão 8" é a maior torcida organizada do Inter, a segunda maior torcida do Rio Grande do Sul. De 2006 para cá, ela tinha sumido. Agora, porém, está de volta. E é o próprio blogueiro colorado do Globo.com, Matheus Reck, quem clama, hoje, pela sua volta trinfante, depois de mais uma derrota colorada para um lanterna do Brasileirão. Que medo dessa turma...

14/08/2008

Gre-nal 371: bastou 1 titular!!!

O Grêmio empatou ontem à noite com o risível Internacional, no Beira-rio. Só um titular, Leo (na foto abaixo, ao centro), jogou - e foi ele quem marcou, de cabeça, o gol do empate. O do Inter foi de pênalti... Ê, vida boa. Crédito: Valdir Friolin/clicRBS www.ducker.com.br

12/08/2008

Obrigado!

Este post é um agradecimento a todos que telefonaram ou enviaram (ou responderam) e-mails ou torpedos ou postaram a boa nova nos seus blogs ou deixaram recados no orkut ou aqui mesmo no 1 Crônica por Dia para comentar a minha estréia, ontem, na coluna de crônica no Diário Catarinense. Fiquei feliz demais, e espero ter conquistado alguns leitores. Segunda-feira que vem tem outra, e assim por diante. Obrigado de verdade.

11/08/2008

O Blues Velvet visitará a Confraria das Artes?

Quem leu a crônica de hoje no DC vai entender o porquê deste post. Pesquei a dica no blog Esquerda Festiva, do jornalista Ulisses Dutra. A Confraria se abriu ao underground de vez? Tomara.

A crônica de hoje!

Página 4 do caderno Variedades, no Diário Catarinense de hoje.

10/08/2008

Um cronista de segunda, amanhã no DC!

O print abaixo, pé da coluna do Fábio Brüggemman no Diário Catarinense de ontem, confirma o que, nos tempos de faculdade, era apenas um sonho meu, algo que talvez, quem sabe um dia pudesse acontecer, em algum jornal. Mas aconteceu, e agora: amanhã estréio como o novo cronista do time do DC, em substituição ao poeta e editor Dennis Radünz, que honrou o espaço durante quatro anos. É no caderno Variedades, sempre na página 4, que antecede à do mestre Sérgio da Costa Ramos. Então, nas segundas-feiras pela manhã, quando você for ler o SCR, pule depois (depois, por favor, ai de mim!) para a janela ao lado. Quem sabe haja ali algo para se entreter no começo da semana... ps. ser um cronista de segunda não me aflige, sinceramente. Em situação mais embaraçosa estão a minha amiga Regina Carvalho, do A Notícia, e o meu colega de DC Maicon Tenfen, que são de quinta, quinta-feira. Pior para mim: a cada sábado, como ontem, serei lembrado, e todos serão, dessa ironia, ou digo sarcasmo? :)

03/08/2008

Perfil: "Sphex - onze atos"

Eis o texto da Jade, de que falei abaixo - um perfil de Alejandro Ahmed, bailarino, coreógrafo e diretor artístico do Cena 11. Está nas páginas 6 e 7 da nova edição de Ô, Catarina!, jornal da Fundação Catarinense de Cultura, editado pela jornalista Deluana Buss. A tiragem de 10.000 exemplares é gratuita. Aqui você baixa o jornal na íntegra, em PDF. Para ler, clique aqui. Abaixo, a word cloud do texto, criada com o Wordle:

02/08/2008

Um perfil de Alejandro Ahmed, o Sphex

Nota publicada ontem na Contracapa, coluna do Marcos Espíndola no caderno Variedades do Diário Catarinense: Aleluia! A Fundação Catarinense de Cultura (FCC) retomou a publicação de Ô Catarina. A jornalista Deluana Buss, assessora de imprensa da FCC, assumiu a edição do projeto e garantiu que retomará a periodicidade bimestral do informativo. E o número 66 já está nas ruas, com distribuição gratuita e tiragem de 10 mil exemplares, mas que também pode ser acessado e baixado através do site da Fundação (www.fcc.sc.gov.br, no link Downloads). A 66ª edição destaca a arte-educação, um ensaio fotográfico sobre os roteiros nacionais de imigração, além de um artigo assinado pela curadora e coordenadora do Museu de Arte de São Paulo (Masp), Eugênia Gorini, sobre a expo A Primeira Missa no Brasil, de Victor Meirelles, que levou 35 mil pessoas ao Masc. O "filé" da edição está no perfil do bailarino e DJ Alejandro Ahmed (coreógrafo e diretor da Cia de dança Cena 11), que foi dissecado pela jornalista Jade Martins Lenhart. Eu, que já li o texto, acrescento: "Sphex - onze atos" é o texto do ano, até o momento, do jornalismo cultural em Santa Catarina - e um dos melhores perfis já escritos em todos os tempos por essas bandas.
 
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