29/01/2007

Obras completas

Por causa da não atualização da Revista de Verão do Diário Catarinense no site do DC Online, publiquei os três textos que já saíram na coluna "Crônica de Verão" nas últimas três semanas (a última atualização foi a da edição do dia 5). A dessa semana será publicada no dia 2. Um está no post abaixo, os outros dois, nestes links: Crônica de Verão 5 (19/01/2007) Crônica de Verão 4 (12/01/2007) E as três primeiras, aqui: Crônica de Verão 3 (05/01/2007)

26/01/2007

Crônica de Verão 6 / Diário Catarinense

Os dramas do Verão Eu conheço um grupo que, no Verão, se reúne às sextas-feiras para fazer happy hour. Participei de um desses encontros. Pedro trabalha 12 horas por dia, ganha mal e não tem descanso nunca. João labuta como qualquer outro pobre-diabo, mas recebe um salário digno e está de férias. Lucas nunca trabalhou, nem pretende – vive do dinheiro da família. Os três são solteiros e mulherengos. Mas vamos logo à conversa deles, que parecia até combinada, um de cada vez (eu sou o que só bebe e escuta): – Rapaz, hoje foi feio.. O sol lá fora e o ar-condicionado da empresa quebrado... – Quem manda trabalhar. Tu tens de arranjar um jeito de parar com isso, cara. – Deu, vocês dois. Vamos ao que importa, porque o nosso colega cronista não veio aqui para ouvir reclamação. Nem eu! Tô de férias... Então, qual é a boa do fim de semana? – Cacete, não sabe que eu trabalho amanhã? Só saio domingo. – Já eu vou pegar a lancha do coroa, encher de champanhe, botar a Joelminha dentro e desembestar por aí. Só volto no domingo à noite, quando o João estiver saindo... – Ok, agora deixa eu contar o meu drama. Tô num dilema. – Ih, é dinheiro? – Mulher? – Mulher, acertou. É a Carol. – Sempre tem uma Carol. – É verdade. Mas e o que há com essa Carol? – É loira, linda, de parar o trânsito da SC-401, turma! Mas tem um problema. – Sempre tem um problema. – É verdade. Mulher é igual a problema, problema é cria de mulher. Por isso que eu não caso. Só curto a grana dos meus pais... Mas qual é o grilo dessa Carol especificamente? – Ela é loira, linda e tal, mas só pinta as unhas do pé de vermelho. Vocês conhecem alguma loira linda com as unhas pintadas de vermelho?! Ela usa Havaianas, fica mexendo os dedinhos pintados de vermelho na praia... Sei lá, eu fico envergonhado... Silêncio constrangedor na mesa. Enquanto João esperava uma resposta dos amigos, eu, boquiaberto com o "drama" dele, resolvi quebrar o silêncio e pedir ao garçom mais próximo: – Outra uma rodada de chope, chefe. E o Pedro, que já consultava o relógio, mais preocupado com a hora de levantar na manhã seguinte para o trabalho (até sábado! até sábado!), completou: – Na conta do Lucas, por favor.

24/01/2007

Crônica

Era pra ter saído na seção "Do baú" deste blog, porque é antiga pacas, mas saiu na última atualização do "Literário" do Comunique-se! http://www.comunique-se.com.br/index.asp?p=Conteudo/NewsShow.asp&p2=idnot%3D33707%26Editoria%3D874%26Op2%3D1%26Op3%3D0%26pid%3D3778683841%26fnt%3Dfntnl

Eu, vendedor!?!

A moça alisa a capa de um exemplar de O diário de Anne Frank, olha para mim e diz: – Este livro é lindo. Eu olho o volume: está feio, sujo, puído. Mas, enfim, atino: – É verdade... E pelo estado deve estar barato. A moça me dá um sorriso bonito em resposta, como quem diz "vendedor, hein". Ela abre e confere: R$ 5. Bate com a unha comprida do dedo indicador da mão direita sobre o preço escrito a lápis e diz: – É baratinho, tu tens razão, mas esse eu já tenho. Sorrio também, sem jeito. Ainda faltam cinco minutos... *** O bom Lima que me perdoe, mas vendedor é essencial. E eu não sou um vendedor. Não passo de um leitor de livros velhos, um cliente com algum dinheiro e faro para livros que julgo bons, talvez. Mas não um eloqüente, um sedutor. Pois naquela quarta-feira de sol estúpido, às 13h, estávamos de papo furado quando, de supetão, veio o pedido: – Você senta aqui nesse banquinho e toma conta aí para mim, por favor, enquanto eu vou logo ali almoçar, fazer um lanchinho, são só cinco minutos, por favor? Sem ao menos responder sim, recebo um tapinha amigo nas costas. O Lima se dirige à Padaria Foguinho, e eu vejo-me à frente de uma centena de discos e livros novos e velhos, ao som de um antiquado Julio Iglesias, que a vitrola incansável executa... Uma quentura de fazer mal, largo da Catedral Metropolitana, e eu de vendedor de livros! Um cliente de terno e gravata se aproxima. Minha testa está encharcada com o suor da responsabilidade. A lona que me cobre e aos livros e discos parece expirar calor. Qu fria. – Boa tarde... *** Sou cliente do Lima há meses. Mas não o conheço, o senhor batuta, gente fina e honesta, assim por cima, só de vista, oi e tchau. A nossa aproximação foi, claro, a literatura: eu porque quero lê-la inteira, ele por querer vendê-la sempre. Brinco, mas o Lima é lido. Ficamos "chapas" ao fazermos negócios. Ele esteve em minha casa, numa manhã de sábado. Comprou 30 livros de uma biblioteca de uns 100 exemplares que eu e a Jade estamos vendendo, porque repetidos. Escolheu as três dezenas a dedo, comparou títulos, leu orelhas, conferiu traduções e autores, viu fotos do casamento, contemplou as estantes fortificadas de volumes e raridades, enfim, congregamos, dois leitores que somos. Com o porta-malas da sua Ipanema aberto, estamos os dois diante do edifício onde moro. Ele abastece o carro com as sacolas de livros. Olha a Ilha de Santa Catarina lá do outro lado do mar. O céu está de um azul com nuvens à Monet. A palmeira do quintal do edifício balança ao vento. Trocamos um aperto de mãos. – Que bela rua, essa. Que bom lugar para morar. Parabéns, garoto! E não vende o resto não, que eu acho que um dia eu venho aqui buscar por um precinho melhor... *** O engravatado ajeita os óculos e mexe nos livros. Não respondeu ao meu boa tarde. Parece estar à caça de um título. Vasculha a "ala" dos livros mais novos, que são vendidos por preço mais alto. A moça conhecedora das agruras da menina Anne Frank estava na parte dos livros mais baratinhos. Já foi embora. Estamos eu e o que não vive uma boa tarde. Sua rispidez (que ele demonstra também no manuseio dos livros, revirando-os) é de uma evidência solar. Encostado à parede do Besc, à sombra, portanto, postado ao lado de um vendedor de apostilas para concursos públicos, um senhor promove um inacreditável dueto com o velho Iglesias: canta em voz alta, feliz da vida. – Quanto é esse livro? O homem me mostra a capa de um livro de Zibia Gaspareto. – O preço está dentro do livro.Respondo, e me sinto uma besta. Quer dizer que "o preço está dentro do livro"? – Ah... O homem confere, fecha o livro e vai embora. Ufa. *** No sábado da nossa negociação, o Lima me conta um segredo: – Garoto, Zibia eu compro tudo, ouviu? Tudo, porque vende pra chuchu... *** Outra moça aparece. Folheia os livros da parte em "promoção". Vira-se para me fazer uma pergunta mas é interrompida: – O que deseja, minha garota? É o Lima, que voltou do seu almoço na Padaria Foguinho. Eu suspiro de alívio: e se alguém tivesse tentado furtar um livro, e se me pedissem desconto, se me exigissem credenciais, sei eu? O Lima está de volta. – Muito obrigado, garoto. Viu só, não foram nem cinco minutinhos... Ele ri alto. O disco de Julio Iglesias termina. O senhor do dueto, percebe a interrupção, olha o relógio e vai embora, de volta á rotina, já é uma 13h10min. – De nada, Lima. E não esqueça de me ligar, se quiser os livros... Quando estou de saída, reparo, na parte mais "cara", um livro de Eduardo Galeano. Eu olho de perto e o reconheço: era meu. Quase vendo os meus livros duas vezes.

22/01/2007

Um período, duas orações

"O estilo é a forma do ideal; o ritmo é o seu movimento." - do narrador de Os Miseráveis (página 135, tomo 1, Cosac Naify/Casa da Palavra), de Victor Hugo. (A resolução de Ano-Bom está mantida, toda noite eu leio o homem. Que livro!)

19/01/2007

Nanopinião 16

20 contos, de Truman Capote - Cia. das Letras Legal. Comecei a lê-lo em 2006, terminei no começo da segunda semana de janeiro e fiquei esse tempo todo em dúvida: vale ou não o comentário? Trata-se de um livro com todos os contos do jornalista (The complete stories of Truman Capote, que, na tradução para o português, a Cia. das Letras mudou o nome). Três valem muito a pena: Miriam, O convidado do Dia de Ação de Graças (dedicado "Para Lee", que tudo indica ser Harper Lee, autora de To kill a mockingbird, O sol é para todos, recém-relançado pela José Olympio) e Um Natal. O que li da obra de Truman Streckfus Persons (o Capote foi adotado depois, sobrenome de um padrasto cubano), o melhor está no jornalismo: Caixões entalhados à mão, publicado em Música para camaleões, e A sangue frio (ambos também pela Cia. das Letras). O amigo Rodrigo Octávio me alerta que os perfis de Os cães ladram - pessoas públicas e lugares privados são excelentes. E eu não duvido: minha impressão é: como ficcionista, Capote não tinha muito a dizer.

Crônica de Verão 5 / Diário Catarinense

Um pouco de paz? Apenas na segunda semana de janeiro a família decidiu sair para jantar. "Família" é quase um eufemismo, o certo seria dizer "tropa". A casa estava cheia. O dono, que a princípio recebeu todos com boa vontade, já andava arrependido. Logo depois do Reveillon, desembarcou na sua casa gente de que nem se lembrava – parentes longínquos, de cidades distantes, e numerosos. Tinha criança dormindo na sala... Enfim. Os dias correram e os visitantes não se pouparam. Ajudaram na troca das telhas que quebraram com o vento Sul, na limpeza dos quartos e dos banheiros, no corte da grama, carregando as cadeiras de praia e guarda-sóis, no preparo do churrasco. Mesmo assim, o dono da casa cansara-se. E achou que saindo para jantar teria uma noite tranqüila. O povaréu chegou assustando os garçons. A "tropa" só foi recepcionada depois de cinco minutos de espera. O restaurante estava cheio. Após juntarem três mesas num canto, acomodaram-se. Dois garçons tiveram de tirar os pedidos. A gritaria das crianças se juntou à barafunda da "música ao vivo" (um sujeito com um violão amplificado e outro com um teclado "multiuso") e ao barulho das outras mesas, inúmeras e populosas. Minutos depois, um dos garçons voltou, intrigado. Dirigiu-se ao dono da casa: – O senhor tem certeza de que Mojito existe no nosso cardápio? O dono da casa fez só um gesto: abriu o menu e mostrou, com o dedo, na seção "drinks", a palavra Mojito. O garçom, constrangido, desculpou-se e voltou ao trabalho. Outra longa e demorada espera depois, os pratos começaram a baixar na mesa. As surpresas foram muitas: em vez de grelhado o peixe veio frito, no lugar de uma porção de arroz serviram uma de salada de batata, o camarão ao bafo virou ao alho e óleo, e as casquinhas de siri simplesmente não trouxeram. Com uma rápida troca de olhares, os adultos decidiram que ninguém iria reclamar. O jantar seguiu desse jeito... Com todos satisfeitos (ninguém pediria sobremesa, para não arriscar), o dono da casa aproveitou que um garçom distraído passava perto da mesa e pediu a conta, por favor. – Fecha a 53 aí para mim! – gritou o garçom ao caixa, que respondeu, também aos gritos: – Cinqüenta e três não existe, meu amigo. Confere lá. O dono da casa de praia, que ouviu isso tudo, gelou na sua cadeira de palhinha. Quando o garçom voltou a ele para conferir o número da mesa, a coisa piorou. Não havia número. Na confusão de juntar mesas, os garçons não decidiram que número seria a da mesa nova, e os pedidos foram feitos em nome de várias mesas. O caixa levou duas horas para encontrar os pedidos correspondentes, checar o que foi ou não servido etc. A família voltou para a casa de praia cansada e decidida a não sair mais para comer fora. Para completar a noite, o dono da casa passou mal de madrugada, vomitou as tripas. "Que inferno", pensava ele, às quatro da manhã, com a cabeça abaixada em cima da patente.

16/01/2007

Luto atrasado

Uma lástima a morte de Leo Gilson Ribeiro, veterano da crítica literária de jornal no Brasil. "Cria" fundamental de Mino Carta. Uma pessoa doce: em meio a alguns ex-petistas aborrecidos, escrevia sobre livros, na Caros Amigos. Tinha uma implicância engraçada com a NET. Indicava sebos com prazer. Devia andar contente com o Estante Virtual...

12/01/2007

Crônica de Verão 4 / Diário Catarinense

Verão corrido A mulher acordou disposta na manhã daquele sábado. Olhou o rádio-relógio. Eram 8h30. Levantou sem fazer barulho, vestiu-se com uma roupa de corrida. Até tênis calçou. Saiu do quarto sem incomodar o marido, que na noite passada chegara tarde de uma pescaria com os filhos. Ela já dormia, aliás, quando os homens da casa entraram pela porta da sala, fedidos e cansados, carregando três baldes de peixes frescos. Agora, a manhã era sua. Foi à cozinha e espiou o tempo pela janela. Fazia um sol brando, sem nuvens no céu. Havia só uma semana que a aula das crianças terminara (todos passaram por média, graças a Deus) e o maridão entrara em férias. A casa de veraneio, depois de alguns ajustes, já estava nos eixos. Aos poucos todos se adaptavam à rotina da alta temporada. Mas como era difícil! A mulher bebeu um suco de laranja desses de caixinha (promoção no mini-mercado da esquina) e saiu, em direção à praia. Queria correr e espairecer! Por conta de uns desacertos do marido no trabalho, no ano anterior o dinheiro não entrou como nos anteriores. Resumo: o corte de gastos atingiu a empregada doméstica e a faxineira. Ela é que teve de assumir as atividades. 2006 fora cansativo... Mas agora era Verão, época de descanso e das boas coisas da vida. A praia estava lotada. Nas outras duas vezes em que tentara correr pela orla, fracassara. Primeiro porque não estava de tênis, e pouco mais de meia hora com os pés na areia destruíram os seus joelhos, que doeram pelo resto do dia. Depois, porque havia uma infinidade de gente jogando frescobol, batendo bola e futevôlei, enfim, trânsito congestionado como o das rodovias de Florianópolis no fim da tarde... Na manhã desse sábado, porém, a praia estava cheia, mas sem aglomerações à vista. Então e mulher, que não estava para aborrecimentos (é Verão, época de descanso e das boas...), começou o seu cooper. E a manhã transcorreu na mais santa harmonia. No meio do caminho, a mulher até deu umas espiadas nas pernas dos homens sarados que encontrava, sem saber que eles... Bem, era só olhar mesmo, não tentaria convencê-los a "mudar de lado". O tempo passou ligeiro enquanto a mulher correu, praticou, exercitou-se com vontade. Quando deu por si, já tinha ido e voltado várias vezes de um costão a outro. Retornou apressada, parando apenas para comprar uma água de coco estupidamente gelada. Mas ao chegar em casa, a surpresa. O marido e os filhos a esperavam com a cara mais feia do mundo. O pai especialmente, porque estava ao tanque, tratando de estancar o sangue de um corte arranjado na lida de descamar os peixes... – Pombas, mulher! A gente passa a noite pegando peixes pro nosso almoço de sábado e você nem dá bola! Acorda e vai correr na praia! Ora, ora... Vem cá e termina com isso, que eu já até me cortei todo... E a mulher riu de feliz da falta de jeito do seu marido. É Verão...

09/01/2007

Nanopinião 15

O repórter do século, de José Hamilton Ribeiro - Geração Editorial
As leituras de 2007 começaram. O livro é meio picareta, porque promete na capa as "7 reportagens que ganharam os 7 prêmios Esso e a mais famosa: VIETNÃ". Mas, na verdade, das oito só existem seis. Isso porque os sete prêmios Esso de José Hamilton Ribeiro não são da categoria "Prêmio Especial de Reportagem" (o mais brilhante dos galardões que a multinacional oferece à tchurma). Então, dois são de equipe, o que inviabiliza a publicação de todo o material em livro. Para resolver isso, colocaram um trechinho ou outro e bola para a frente... Mas o livro é bonito, bem resolvido graficamente e a leitura é muito gratificante. Que texto tem José Hamilton Ribeiro! Que belo texto! Acho que jamais existirá um repórter brasileiro com tamanha capacidade para encontrar o jeito certo de contar uma história. Quando você acaba de ler qualquer uma das reportagens, fica difícil imaginar uma outra forma para narrar aquilo. Gostei mais das duas primeiras, sobre um transplante de rim e sobre as epidemias que assolavam o Brasil dos anos 1960, porque trazem um país pioneiro e miserável ao mesmo tempo. A segunda, principalmente, é assustadora, brilhante. A da Guerra do Vietnã, claro, é duca. A ironia está na circunstância em que Ribeiro perdeu parte da perna esquerda. Ele e um fotógrafo japonês acompanhavam uma patrulha norte-americana, marchando num campo minado. Quando, lá na frente, uma bomba explode, arrebentando alguém, um soldado que ia ao lado da dupla de repórteres incita Ribeiro a correr até o local ("Vamos, focê fará belas fotos"). O instinto jornalista gritou alto dentro do brasileiro, mas no meio do caminho tinha outra mina... A descrição dos 15 dias de convalescência num hospital vietnamita é sublime.
ps. Na apresentação do livro, Ricardo Kotscho escreve: "Zé Hamilton é o melhor argumento para provar, em debates e palestras, que a reportagem é um gênero literário, sim. Frases curtas, diretas, sem enfeites, cortando caminhos sem atalhos para contar uma boa história sobre qualquer assunto para ser lida em qualquer época". ???

08/01/2007

Uma ausência

Esqueci de dizer, no texto "2006, um ano de boas leituras", um pouco abaixo, que a lista só está ali, consolidada, porque adotei como norma, depois do casamento, anotar o nome dos livros que leio. Quando não anoto, esqueço. Sempre foi assim. (Não lembro, por exemplo, o que li entre janeiro e abril, quando casei). Mesmo assim...
Hoje, me fizeram descobrir uma ausência: Tempos heróicos, de Jakzam Kaiser! E olha que ele é meu chefe e colega (a vereda da amizade está se abrindo aos poucos) na Letras Brasileiras e que eu li a obra umas três ou quatro vezes antes de ir para a gráfica e outra depois de pronta!!! Pois foi ele mesmo quem percebeu...

05/01/2007

A do dia!

Diário Catarinense de hoje, e Zero Hora catarinense também. Para ler a Revista de Verão inteira, clica aqui e desce até "Verão Online". Está no link "Por que SC é o paraíso dos surfistas".
 
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