Entre as noites de sexta-feira e de ontem, assisti, em DVD ou no cabo, a seis filmes, alguns com a Jade. Um recorde que, creio, não vou (vamos) conseguir superar este ano. É que a cabeça estava cheia de trabalho, trabalho, trabalho, havia quase dois meses. Nesse tempo, nada de livros ou filmes, produtos culturais. Esse vazio é pernicioso, você vai embrutecendo, alienando-se e, quando se dá conta, tem cabelo saindo pelo nariz. Então, nesse fim de semana, desforra: fiz a barba, me recompus e me sentei no sofá. Até o próximo domingo, espero recuperar as leituras (minha última nanopinião é do dia 1º de julho!). Abaixo, um roteirinho do que vi, com nanopiniões:
Sexta-feira/Sábado
Jogos Mortais 2 (2005, Saw 2) – Ruim. Peguei porque vi o primeiro da série (já está no quinto!), e gostei do roteiro. A última cena de JM me impressionou. Mas a continuação é ruim. Para a Jade, consegue ser mais moralista que o assassino canceroso. É do Darren Lynn Bousman. Não arriscarei o 3.
O buraco (2001, The hole) – Bacaninha. É do Nick Hamm, com Thora Birch e Keira Knightley. A primeira faz uma maluca convincente. Legal cotejar as duas versões do que aconteceu no abrigo antibombas...
Corpo fechado (2000, Unbreakable) – É do M. Night Shyamalan, com o Bruce Willis e o Samuel L. Jackson. Revi, e continuo não gostando. É óbvio que se Jackson acredita que existe um antípoda dele, "unbreakable", e que este antípoda é um herói, logo... Mas confesso que não saquei, nem antes, nem agora.
Sábado
Chaplin (1992) – Bonito. Bom para não esquecer o gênio, e gênio caçado à paulada... Viu a Grande Depressão arrasando empregos e fábricas, mas nas ruas o povão faminto vinha lhe pedir autógrafos e não dinheiro - sufocado, fez Tempos modernos. Em 1938, filmou O grande ditador, desafiando 1) o desinteresse do norte-americano à possibilidade de uma Segunda Guerra Mundial e 2) a tolerância da elite norte-americana a Hitler. Ainda sobre O grande ditador, incomodava a Chaplin pôr Carlitos falando, cruzando a fronteira do cinema mudo. "Se é para falar, que fale algo em que acredito de verdade" - e escreveu, ele mesmo, o discurso memorável. É do Richard Attenborough, com Robert Downey Jr. e Anthony Hopkins. Fotografia do Sven Nykvist.
Uma história simples (1999, The straight story) – O melhor filme do fim de semana. Que susto levei quando o filme começou com um "a Walt Disney production". Porque é do David Linch! Conta a história de Alvin Straight, que no dia 5 de julho de 1994 iniciou uma viagem de Laurens, no Iowa, até Monte Zion, no Wiscosin, dirigindo um cortador de grama. Richard Farnsworth, que ator. Lindo.
Domingo
Um beijo roubado (2007, My blueberry nights) – Muito fraco. Ruim mesmo. Quase não pára em pé. É do Wong Kar-Wai, com Jude Law e Norah Jones. A trilha escapa, acho, e por causa do Ottis Redding. Só.
rei! nossos filminhos...
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