Cinzas do Norte, de Milton Hatoum - Companhia das Letras
Li antes do Hemingway. Não é melhor que Dois irmãos, mas mantém Hatoum como o melhor romancista brasileiro vivo. Não é marcante, mas bem escrito. Os dois personagens centrais se chamam Mundo e Lavo, o primeiro artista nato (pinta) e o segundo, pobre-diabo, cujo único (e aparente) talento é contar a história para o leitor. Se passa durante a ditadura. A tenacidade de Mundo em não desistir de seguir carreira artística, fazer o Belo, buscar beleza, em meio à mata selvagem, com o apoio da mãe (o pai quer lhe capar o talento com golpes de realidade sócio-econômica) é bacana. Ganhou o último Jabuti (o terceiro do homem, cada livro é um prêmio!). Enfim, legal.
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