Ontem fez uma semana que a Flip terminou. Nossa viagem não foi legal, como dei pequena amostra na crônica da semana passada publicada no Diário Catarinense. E a Flip nos decepcionou, de certa maneira.
Primeiro, a viagem. Chegamos a Paraty na quarta-feira à noite, por volta de 23h30. O sujeito que nos alugou a suíte estava dormindo, e deu trabalho acordá-lo. Chovia. Quando enfim entramos no quarto, o cheiro de mofo era evidente. Saímos para jantar, afinal eram os minutos finais do dia do aniversário da Jade, e queríamos brindar novamente - passamos o dia no RJ curtindo a cidade e comemorando, e eu estava com "saúde de vaca premiada", apenas tomando religiosamente os remédios para combater a alergia diagnosticada uma semana antes do embarque. Voltamos para a pousada muito cansados e dormimos.
No dia seguinte, nossa primeira mesa-redonda na Tenda do Telão era a de Richard Dawkins, às 19h. Mas às 14h, pouco depois de acordar, eu já queimava em febre, tinha o corpo todo dolorido e tossia e sentia a garganta doer. Com muito trabalho fomos ver Dawkins, que acabou sendo a melhor palestra - conduzida pelo jornalista Silio Boccanera, acostumado a entrevistar figurões - das que assistimos. À noite eu continuava mal.
Na sexta-feira, dia de Milton Hatoum e Chico Buarque, o mesmo roteiro de febre, cansaço, corpo em frangalhos. Eu não tinha força para nada. E a Jade, nervosa, me levava a uma farmácia, a outra farmácia, e outra e outra. Até que decidimos ir a um posto da Unimed e fomos informados de que um clínico geral só apareceria por ali na terça-feira! Posto de saúde havia, afastado do centrinho histórico, mas fechava às 17h.
Enfim, foi um sufoco. Mal aproveitamos, e sequer assistimos a Lobo Antunes, depois de ver uma fraquíssima entrevista com Gay Talese – UPDATE: parecia um talk-show! –, no limite das forças.
Pelo menos a três colegas que encontramos lá ficamos devendo uma ida ao boteco mais próximo, porque infelizmente tivemos de evitar tudo e todos simplesmente para que eu pudesse dormir e respirar direito: Bruno Dorigatti, do Portal Literal, Igor Miguel Pereira, autor publicado pela Letras Brasileiras, e a jornalista Carolina Pinheiro de Paula, autora do blog A Macaca.
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Sobre a Flip, as palavras de Daniel Piza, ontem, no Estadão, poderiam ter sido escritas por mim ou pela Jade.
Acabei de assistir a uma entrevista com Gay Talese na Globo News e gostei bastante. Por que foi fraca a entrevista com ele na Flip? Foi por causa dele ou do entrevistador, ou os dois? Ou a sua febre? (que pena, by the way...)
ResponderExcluirGosto da distinção que ele faz entre o jornalista factual e o contador de histórias.
E parabéns atrasado para Jade, que só conheço por fotos! :)
um sufoco, sim, nossa ida à flip. mas nos divertimos. e nos amamos. isso é o que importa, por ora.
ResponderExcluirte amo, meu amorrr.
Oiê...
ResponderExcluirhoje tô impossível!!!
Leio um depois do outro.
Sobre a Flip, discordo em gêreno, número e grau. Minha impressão foi a melhor possível. Quanto ao Gay Talese, amei a conferência que ele deu. Achei maravilhosa.
Bem, gostos e percepções à parte,
que chato você ter passado mal desse jeito. Ok sobre vocês terem desaparecido. :)
Fica para uma próxima. Imagina.
Crã crã, a propósito, meu nome é Carolina Pinheiro ;p
Beijão para vocês!