07/07/2009
A crônica de ONTEM, no DC!
Ontem, cheguei muito tarde a Florianópolis para atualizar o blog com a crônica do Diário Catarinense. O texto é um pouquinho do que eu e a Jade passamos em Paraty, que recebeu a Flip entre os dias 1 e 5. Foi escrita em cima da hora, domingo pela manhã, antes de embarcarmos de volta para o RJ - caso contrário eu perderia o deadline -, porque antes disso eu não tinha força pra nada. Mais tarde conto direito como foi.
Em Paraty, na FLIP
– E aí, meu? Como tá a Flip?
– Opa! Quanto tá? Nuns mil reais, já...
– Não, não foi isso que perguntei, mas fico feliz de saber que o casal está sendo econômico.
– Mil reais por pessoa, cara. Tá doido?
– Ih, mas pelo menos tá valendo a pena, né? Até o Chico Buarque está por aqui...
– É, tem valido a pena, mas poderia estar melhor. Quanto ao Chico, não sei por que convidaram ele, sinceramente.
– Como assim?
– Bom, chegamos na quarta-feira, quase meia-noite, e o dono da suíte que a gente alugou já estava dormindo o sétimo sono. Tivemos de esmurrar o portão da casa durante bom tempo até que ele acordasse. E ele veio nos atender com aquele bom humor... “Acresce que chovia”, se é que você me entende. Bom, entramos na suíte e surpresa: o banheiro não tinha porta. Para manter o mínimo de privacidade, combinamos que quando um usasse o banheiro, o outro sairia do quarto.
– Meu, que improvisação! Mas é comum em cidade pequena...
– É... E a participação do Chico? Foi emocionante. Principalmente naquela hora em que ele e o Milton Hatoum leram trechos dos seus últimos livros. A diferença entre o trabalho dos dois é tão absurda que ficamos com pena do Chico, passando um papelão desses.
– Pô, não gostou mesmo, hein?
– Rapaz, na quinta-feira acordei tremendo de febre, com uma crise alérgica dos diabos. Violentíssima, sem brincadeira. Era o mofo da suíte. Eu só conseguia respirar pelas orelhas, e mesmo assim com dificuldade. Dor no corpo, coriza, tosse, vias aéreas congestionadas, 39 graus de febre...
– Mas passou, pelo jeito.
– Sim, passou ontem, durante o Supercine. Porque de quinta até ontem eu sobrevivi ardendo em febre. Queria fazer entrevistas, perseguir escritores, aproveitar a programação completa, virar um paparazzi do Gay Talese mas tudo que fizemos foi ir de farmácia em farmácia, pedindo ajuda e comprando remédios. E “acresce que chovia”, se é que me entendes.
– Bom, mas hoje vocês já estão indo embora e amanhã estarão em casa, depois de rápido voo.
– É mesmo. Mas sabe que foi bom passar por essa experiência? É verdade, porque até quarta-feira eu era a favor da realização da Copa do Mundo em Floripa.
– Não entendi.
– Deixa pra lá.
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"Uma uruca impressionante", se é que me entende.
ResponderExcluirNem me fale, camarada.
ResponderExcluirNem me fale...
e "acresce que chovia".
ResponderExcluirSim, Bebel!
ResponderExcluirComo no Memórias póstumas...! :)