
Descobri esse ano o
Blog do Luiz Américo, crítico gastronômico do
Estadão (escreve no caderno
Paladar, às quintas-feiras). Como não é superespecializado, tem textos "úteis" para gente como nós, que vamos a um restaurante (bem) de vez em quando. Por exemplo, o post abaixo, sobre a vergonha que sentimos de pedir um prato para dois...
07.01.09
Um prato para dois, por favor
por Luiz Américo
De tanto ir a restaurantes, acabamos perdendo certas inibições. Ambientes e decorações deixam de intimidar, maîtres e hostess pomposos viram apenas parte da aventura, comensais deste ou daquele jeito não afetam, cardápios complicados também não assustam: se tiver dúvida, eu pergunto. Enfim, vou aos lugares pela comida. Desta forma, uma outra vergonha que larguei pelo caminho faz tempo foi a de dividir pratos. É mais barato, mais racional, possibilita que você experimente mais coisas sem ter de se empanturrar com uma porção gigante. Só que a maioria das pessoas ainda sente receio de propor esse esquema aos garçons. Não deveriam, mas é natural que pela cabeça de muita gente passem fantasias como: 1) vão achar que não tenho dinheiro para pagar a conta; 2) o garçom vai pensar que não sei comer com elegância; 3) o chef vai se ofender porque não estou provando o prato tal qual ele idealizou. 4) todas as alternativas anteriores, agravadas pelo fato de o manobrista ter olhado torto para o meu carro velho e/ou popular, e ter avisado o maître pelo Nextel. Tudo bobagem.
Continue lendo
aqui.
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Ainda sobre críticos gastronômicos. Talvez você tenha livro a crônica
Boo e Floripa, ou algumas ou várias das notas e dos comentários e protestos que saíram no
Diário Catarinense e nos blogs sobre a "visita" do crítico da
Vogue britânica a Florianópolis. Se não, saibam que aqui na cidade não leram direito o que ele escreveu, e tanto demonizaram o cara, que ele resolveu detonar de verdade, agora. Leia o que ele escreveu segunda-feira no blog dele, o
Boo's Reviews:
"My wonderful trip to Brazil has been slightly compromised by the fact that simply everyone here hates me. I wrongly assumed that punters in the Heart of Darkness wouldn't be reading some gringo restaurant blog, so felt free to speak openly. Turns out I was wrong; they've read it, written about it and have universally decided that I am evil.
Thing is, I think I was pretty even handed. Sure, I probably mentioned that they cremate all protein until it crackles like a pork scratching - I maybe even scoffed that the "beer" they slug all day is so weedy it should only be drunk by pregnant women and those operating heavy machinery - but I barely even mentioned the botulism buffets or inability to hold cutlery correctly."
Aqui, a elogiosa crítica do El Divino, de Jurerê Internacional, mas que uma turma daqui leu como grande ofensa.
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