O sol é para todos, de Harper Lee - José Olympio
Enfim, leituras plenamente retomadas. Que livro este de Harper Lee, a amiga de Truman Capote. Lindo, lindo, lindo... Não sei não, mas achei que ela escreveu diálogos de crianças melhor do que Mark Twain. Impossível ler as falas de Atticus sem lembrar do Gregory Peck, estrela do belíssimo filme (To Kill a Mockingbird, 1962) baseado no romance. A narradora, Scout, conta sua vida ao lado do irmão Jem e sob a proteção do pai, o advogado que, por determinação do estado, tem de defender um negro acusado de estupro contra uma branca na região mais racista dos EUA. Scout é de uma ironia... A tensão sobre a sua sexualidade é quase explícita (estranha-se seu jeito de falar, sua preferência por brincar com meninos e o fato de usar macacão de jeans em vez de vestidos, por exemplo), e ela, como contadora da história, não esconde nada, até esnoba as senhoras que a tentam pôr "na linha". E ainda há a subtrama de Boo Hadley. O fim é demais. Atticus é um dos melhores professores de ética da história da humanidade. Quase como Jean Valjean. Obra-prima.Jem e Scout, perfeitos no filme, como no livro
Nenhum comentário:
Postar um comentário