19/04/2008
Shine a light... Que show! Que puta show!
Ontem, assistimos a Shine a light, de Martin Scorsese. Deu o que eu desconfiava: a imprensa, quase toda, acho, trabalhou errado o filme, tratando-o como um documentário. Não é, claro. Por mais que o diretor tenha dito, se é que disse, que se trata de um doc, algum sujeito de bom senso deve (ou deveria) ter escrito, ao vê-lo em Cannes, que o Scorsese está (ou estaria) errado. Trata-se de um registro de luxo de um show extraordinário dos velhinhos, no Beacon Theater, em Nova Iorque. Como registro, impecável: com o melhor equipamento e os melhores profissionais do cinema, só podia ficar redondo (a edição é fantástica). Para que o espectador não assista somente ao show (afinal, é um "filme"), Scorsese abre o longa com bastidores - sua angústia por não conhecer o set list, a visita de Bill Clinton (que promoveu o espetáculo) ao teatro horas antes do início, algumas cenas dos Stones descontraídos antes de subir ao palco etc. Quando a música começa, tome rock and roll! A cada bloco de três ou quatro músicas, foram exertadas, de maneira engenhosa, cenas de arquivo da banda. Interessante que esses intervalos vão ficando mais espaçados conforme o filme avança, com o objetivo, imagino, de acostumar o espectador à idéia de que ele está ali para ver o show, que é histórico, e fim de papo. Duca!
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Escreve-se Scorsese!!!
ResponderExcluirÉ mesmo, anônimo!
ResponderExcluirMuito obrigado.