07/02/2008

Chávez pensou em suicidar-se em 2002 - e Fidel não quis dar asilo ao presidente da Venezuela

Reportagem de El País, publicada hoje e traduzida para o português no UOL Mídia Global: Como Fidel salvou Chávez do suicídio no golpe de 2002 Fidel Castro queria que o primeiro-ministro espanhol Aznar protegesse Chávez, relata bispo que testemunhou os acontecimentos na Venezuela Juan Jesús Aznárez Em Madri Apenas um dia antes que regimentos leais e a população irada lhe devolvessem o comando, Hugo Chávez permanecia entrincheirado no Palácio de Miraflores em Caracas, a sede do governo venezuelano. Era um homem profundamente abatido, disposto ao suicídio, convencido de que o golpe cívico-militar de 11 de abril de 2002 contra sua presidência havia triunfado. "Não se mate!", lhe pediu Fidel Castro por telefone na madrugada do dia 12. Alarmado com o estado emocional de seu amigo e aliado, o líder cubano pediu ajuda ao primeiro-ministro espanhol José María Aznar (que governou de 1996 a 2004) para salvar sua vida e lhe conceder asilo na Espanha, segundo afirma em suas memórias sobre aquela crise o bispo Baltasar Porras, ex-presidente da Conferência Episcopal Venezuelana (CEV). "Nos inteiramos de que, através da embaixada da Espanha, houve um pedido do próprio Fidel Castro ao chefe do governo espanhol, José María Aznar, para que Chávez fosse recebido na Espanha, pois o presidente cubano manifestava não querer recebê-lo em seu país", escreve Porras, cuja companhia pessoal Chávez solicitou antes de se entregar aos generais que o acabaram derrubando depois de uma jornada de duros confrontos civis na capital. Então, a oposição e a Igreja Católica estavam fartas do ex-tenente-coronel de pára-quedistas. "A intransigência, a desqualificação, o insulto e a ameaça tornam impossível o diálogo", salientou a Exortação Pastoral de janeiro de 2002. Continua aqui (requer senha de assinante do UOL).

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