Crônica de Mario Pereira no caderno Donna/DC:
Pipocas e emoções
O amigo que volta de uma rápida visita à nossa velha terrinha me dá a terrível notícia assim de repente: "Já te contaram que o Cinema Carlos Gomes fechou?" Foi como se uma mão gelada penetrasse no meu peito e me torcesse o coração. Empalideço ao ser tão rudemente informado de que mais um pedaço dos meus melhores anos se foi, e que, de hoje em diante, também aquele vetusto e acolhedor cinema viverá apenas na minha e na lembrança de quantos outros o conheceram e amaram.
Estou desolado. Quero saber mais. Consola-me um pouco - mas tão-só um pouco - ser informado que o belo prédio em estilo art déco, inaugurado no início dos anos 1930 bem em frente à veneranda Igreja do Rosário, não será demolido para dar espaço a um desses abomináveis espigões de escritórios. A fachada será mantida, mas o interior, transformado em uma loja de roupas.
Continua aqui.
10/12/2007
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário