O normal é que a gente, ao ouvir o nome do dramaturgo Arthur Miller, se lembre de Willy Loman, o paradigmático caixeiro-viajante trapaceado pelo "sonho americano", das alegóricas feiticeiras de Salem, de Marilyn Monroe, até mesmo do homônimo diretor de fotografia de Como Era Verde o meu Vale, sete vezes candidato ao Oscar. Ou, então, de Eugene O'Neill, Clifford Odets, Tennessee Williams, e quem mais divida com Miller o Olimpo da dramaturgia americana.
Normalmente é assim; mas no início da semana, ao tomar conhecimento de um segredo da vida de Miller, eu primeiro me lembrei de um amigo, Evaldo Mocarzel, ex-editor do Caderno 2 do Estadão e há tempos documentarista cujo prestígio não pára de crescer. "Quando souber disso, ele vai ficar horrorizado", comentei com minha sombra.
Continua aqui.
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