27/08/2007

Nanopinião 21

As afinidades eletivas, de J. Wolfgang GoetheNova Alexandria Gostei. Quando comecei, achei excelente. Uma prosa muito articulada, bem resolvida, com diálogos espirituosos e brilhantes. O livro é uma alegoria de troca de casais baseada num princípio químico, assim explicado por um personagem douto, o Capitão: “O que chamados de pedra-cal não passa de terra calcárea mais ou menos pura, estreitamente unida a um ácido tênue que ficou conhecido para nós como gaseiforme. Se colocarmos um pedaço dessa pedra em ácido sulfúrico diluído, este então se juntará à cal, ganhando com ela a forma de gesso; aquele ácido tênue, etéreo, por sua vez, se evaporará. Aqui ocorreu uma desagregação e uma nova combinação, o que nos autoriza a aplica a expressão ‘afinidade eletiva’, pois realmente parece que se preferiu uma relação e não outra, que se elegeu em detrimento da outra”. É claro que essa “desagregação” vai ocorrer entre os casais que vão habitar a mansão onde ocorre a história. São 18 capítulos, num total de 265 páginas. Lá pelo capítulo 10 o livro já fica meio enjoado. No fim, é bom.

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