30/05/2008

Carta de Domingos Oliveira a Woody Allen

Para quem ainda não foi assistir a O sonho de Cassandra... Na nova edição da Bravo!:

Caro Woody

Escrevo pois, imagine você, a revista BRAVO! me chamou para fazer uma crítica em primeira mão do seu O Sonho de Cassandra. Atendi correndo ao chamado, sempre fico com saudade de você entre um filme e outro.

* por Domingos Oliveira

Penso de você o mesmo que penso de Deus: tenho certeza de sua existência, embora saiba que você não tem a menor idéia da minha.

Faço cinema também. E parecidíssimo com o seu. Também acho que cada plano é um fi lme. Conheço todas as músicas que você usa. Cantarolo na cadeira. Compreendo que você esteja cansado de si mesmo. Também me sinto assim. Na nossa idade, é preciso mudar. Superar-se.

Mas como fazê-lo? Todo grande artista é o espetáculo de si mesmo. Fellini, Bergman, Carlitos, Orson Welles fi zeram, cada um, um fi lme só. Tudo o que fazemos é pas sear por dentro de nossa magnífi ca paisagem interior. Ninguém pode ser um "serial genial", isso é coisa para os assassinos. Temos altos e baixos. Embora isso não tenha grande importância. Quantos anos você tem? 72. Dez meses mais velho que eu. É duro. O tempo passa como um rato na sala. Se tirarmos todos os espelhos da casa, passaremos melhor o dia. Temos obsessão pela morte.

Diz Tolstói: "Um homem que depois dos 40 não tem a morte como sua principal preocupação... é um idiota". Continua aqui.

29/05/2008

Paciência, goleirão "de Boca"!

Capa do Olé de hoje.

Semana que vem, até o Nelson Rodrigues estará no Mário Filho para ver o time de Renato Gaúcho...

Com o Grêmio, pobre dele, brigando pra ganhar de times como o Náutico no longo, interminável e enfadonho Brasileirão por pontos corridos, só me restou torcer por Renato Gaúcho, treinador do Fluminense, no insuperável mata-mata da Copa Libertadores. E que jogo foi esse contra o Boca Juniors? Com o gol de Riquelme (que partida, que partida!) aos 11min, pensei que iria virar festa argentina (a torcida já griatava olé); o revide tricolor em seguida segurou a onda e o primeiro tempo passou mais tranqüilo com o empate. Agora, no segundo tempo... Havia muito tempo que eu não assistia a um massacre como o que o Boca impôs ao Fluzão. Impressionante. O frangão do goleiro (reserva, pois Caranta está machucado) argentino, mais para o fim do jogo, matou o Boca, que até passes errou depois disso, e a torcida, sempre enlouquecida pulando nas arquibancadas, parou de pular e ficou cantando mais baixo... Incrédula com a falha do arqueiro... E lá vai o Portaluppi, com o Flu, ser bi-campeão da América... O velho Nelson, pó-de-arroz até debaixo da terra, vai subir as rampas do Mário Filho semana que vem... ps. torci pelo Flu como se fosse o Grêmio em campo, mas não dá para não admirar, boquiaberto, esse time do Boca Juniors. É demais.

28/05/2008

O melhor de Machado de Assis

Em 2008, ano do centenário da morte de Machado de Assis, o Estadão (sempre ele!) publica, na contracapa do caderno Cultura do último domingo de cada mês, depoimentos de artistas sobre o que de melhor encontram na obra machadiana. No fim de semana passado, foi a vez do compositor Gilberto Mendes. Confira abaixo os links para os outros depoimentos: Lygia Fagundes Telles Nelson Pereira dos Santos Jorge Mautner Bernardo Ajzenberg
 
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