07/01/2008

Biografia de um Stone

Saiu a autobiografia de Ronnie Wood, guitarrista do Rolling Stones. Quem vai publicar no Brasil? A Planeta, que acaba de traduzir a autobriografia do Eric Clapton? Então... Serviço: RONNIE The Autobiography. By Ronnie Wood. Illustrated. 358 pp. St. Martin’s Press. $25.95. Compre na Amazon. Trecho da matéria do NYT do dia 30 de dezembro: "The stories here are amusing, with some minor revelations. Wood boasts of a fling with George Harrison’s wife Pattie Boyd before she ran off with Eric Clapton. He once emptied Tony Curtis’s wine cellar, has had to remind Jagger and Richards how to play songs they wrote, and was first considered for membership in the Stones in 1969. In a dubious recollection that contradicts the historical record, Wood says he was asked to join Led Zeppelin before Jimmy Page. (Page instigated the band’s creation.) Otherwise, considering the understandably blurred memories of his lengthy fast-lane life, Wood seems to have a detailed and realistic grip on names, events and places. There is one serious omission — the death of his first wife — and a few misapprehensions and typos, but the story feels truthful and carefully observed, which makes it a valuable addition to Stones lore."

06/01/2008

Nanopinião 26

Pedro Páramo e Chão em chamas, de Juan Rulfo - Record A primeira nanopinião do ano vai para um dos mais cultuados e respeitados escritores latino-americanos, Juan Rulfo, cujo romance Pedro Páramo achei chato e o livro de contos, Chão em chamas, mais ou menos. Puxei o livro da estante no dia primeiro com a maior reverência, quase que solenidade, sufocado de expectativa pela qualidade do texto do escritor mexicano que só escreveu estes dois livros. O romance começa muito bem ("Vim a Comala porque me disseram que aqui vivia meu pai, um tal de Pedro Páramo."), mas logo entendia. Lá pela metade, já meio arrependido de não ter largado o livro, fui procurar uma bom motivo para continuar a lê-lo na introdução escrita pelo tradutor Eric Nepomuceno. E não é que o que mais chamou a atenção na época, e que fez a fama de Rulfo no mundo inteiro, foi a estrutura do livro - justamente o que eu estava achando horrível? Pois é. Em resumo: a história é tão entrecortada por diferentes pontos de vista que acabei não entendendo nada. OK. Terminei o romance, e não gostei mesmo. Passei à coletânea de contos com um receio tremendo. Primeiro conto: "E nos deram a terra". Nossa, na sétima página, quando a narrativa termina, tive a certeza de que este é um dos melhores contos já escritos em todos os tempos. É inacreditável de bom. Incrível. Ruan Rulfo era um grande contista. Vale a citação ainda "Diga que não me matem!". Mas leia já "E nos deram a terra". Coisa de mestre.

04/01/2008

Crônica de Verão 3 - Diário Catarinense

Texto desta sexta-feira na Revista de Verão do DC! Visite também o Tostadinho, blog da galera que faz a revista... Leia a crônica 1. Leia a crônica 2!

03/01/2008

Para começar bem 2008

Começamos o ano assistindo a dois filmaços. Ontem, no Canal Brasil, Cinema, aspirinas e urubus, de Marcelo Gomes. Hoje, em DVD alugado, o híspano-argentino Valentin, dirigido por Alejandro Agresti. Os dois são muito bons, e foi com atraso que os descobrimos: o estrangeiro é de 2002 e o nacional, de 2005. Interessante que ambos têm personagens luminosos. Ranulpho, em Cinema..., interpretado por João Miguel, diz frases inesquecíveis como "Saudade é bom porque passa", "Feliz do bicho que come outro" e "Isso é o sertão: miséria, coronel e piada de corno". Valentin, claro, vivido pelo garoto Rodrigo Noya, é lindo do começo ao fim, até pelo seu estrabismo. Cinema, aspirinas e urubus Valentin
 
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