05/06/2009

Cristovão Tezza, sobre o livro recolhido em SC

Coluna do Cristovão Tezza na Gazeta do Povo, 2 de junho. Não me adotem Nos últimos dias, entre uma viagem e outra, fui bombardeado pelas notícias em torno da adoção e da compra, pelo governo de Santa Catarina, de cerca de 130 mil exemplares do meu romance Aventuras provisórias, incluído num pacote de títulos de obras literárias para distribuição escolar. Para quem não sabe, essa é uma operação que, sob qualquer aspecto jurídico e comercial, diz respeito exclusivamente à editora do livro, às entidades oficiais que solicitam a compra e às empresas distribuidoras que tiram o livro da editora e o entregam para o estado. Sempre que me adotam – eu sou de natureza um pouco chucra no trato social, ainda que tenha melhorado bastante com a idade – fico com a pulga atrás da orelha: vai sobrar para mim. Recebo aquele afago no couro cabeludo com uma desconfiança caipira. Talvez o estado vizinho quisesse homenagear esse escritor nascido lá, o que é sempre comovente. Assim, é claro, fiquei feliz – sou vaidoso –, ainda que preocupado... Continua aqui.

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