06/01/2009

Nanopinião 46: Suave é a noite

Suave é a noite, de F. S. Fitzgerald - Casa Jorge Editorial Este foi o terceiro romance que li de Fitzgerald, o primeiro de que não gostei. Continuo achando Deste lado do paraíso melhor, até do que de O grande Gatsby. É estranho, sei, mas acho mesmo. Talvez a tradução do Gatsby que li não tenha ajudado, e eu precise relê-lo em breve. Mas da história dos Diver só gostei do início, quando tudo se concentra na Riviera Francesa. A partir do momento em que a narrativa passa a desvendar o início do relacionamento de Nicole e Dick, paciente e médico, sei não. Duas cenas me ficaram. Uma, logo no início, é a festa noturna que o casal promove na sua casa no alto do morro. Uma frase de Dick a repeito da festança, que a Jade quis gravar no nosso convite de casamento, diz ela, eu não deixei (não lembro!), é demais: "Quero dar uma festa onde haja socos e seduções, as pessoas voltem para casa sentindo-se magoadas e as mulheres desmaiem no toalete". É afetada à Fitzgerald, mas devíamos ter usado. Aliás, li Suave... por insistência da Jade, que já o leu e releu muitas, inúmeras vezes, por achá-lo o melhor livro de todos os tempos. A outra cena é a do acidente de carro do casal com os filhos no banco de trás. Ah, e quando Dick começa a beber de verdade também é interessante.

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