Em Brasília, 19 horas, de Eugênio Bucci - Record
Terminei o livro de Eugênio Bucci há duas semanas, mas a preguiça me impediu de escrever essa nanopinião. É muito boa leitura. Bucci faz um relato precioso de seu trabalho de presidente da Radiobras entre 2002 e 2007. Revela bilhetes internos, confidenciais à época, de José Dirceu pedindo-lhe a cabeça. Explica a luta para impor, dentro da empresa, junto com Gustavo Krieger, um padrão de jornalismo isento, impessoal, em que não se festeja o governo nem se sonega, ao leitor/ouvinte, visões contrárias aos projetos oficiais. Segundo ele, como não há lei que impeça a Radiobras de executar um jornalismo apartidário, independente da vontade do "patrão", a barreira mais difícil de ser vencida foi a da cultura da empresa - hábitos que faziam (fazem?) do boy ao apresentador cabos eleitorais de quem está no poder. Empreguinho barra-pesada...
08/10/2008
Nanopinião 45: Em Brasília, 19 horas
Em Brasília, 19 horas, de Eugênio Bucci - Record
Terminei o livro de Eugênio Bucci há duas semanas, mas a preguiça me impediu de escrever essa nanopinião. É muito boa leitura. Bucci faz um relato precioso de seu trabalho de presidente da Radiobras entre 2002 e 2007. Revela bilhetes internos, confidenciais à época, de José Dirceu pedindo-lhe a cabeça. Explica a luta para impor, dentro da empresa, junto com Gustavo Krieger, um padrão de jornalismo isento, impessoal, em que não se festeja o governo nem se sonega, ao leitor/ouvinte, visões contrárias aos projetos oficiais. Segundo ele, como não há lei que impeça a Radiobras de executar um jornalismo apartidário, independente da vontade do "patrão", a barreira mais difícil de ser vencida foi a da cultura da empresa - hábitos que faziam (fazem?) do boy ao apresentador cabos eleitorais de quem está no poder. Empreguinho barra-pesada...
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