09/04/2008

Otis Redding, O cantor, graças à Fraçoise

A Françoise Techio, Françoá, é designer gráfico, voltou a escrever o seu Caraminholas e trabalha na Letras Brasileiras. Além de senso estético, tem bom gosto musical. De vez em quando, ela desenha livros ouvindo música. E desde que descobri Madeleine Peyroux cantando Dance me to the end of love tocando no seu MAC, eu sempre fico atento para saber o que ela anda escutando. Foi assim, também, com Regina Spektor e seu pop tristonho, bonito. Mas agora - há um mês, na verdade - ela veio com um negócio surpreendente, um cantor genial, de que eu jamais ouvira falar: Otis Redding, um desses lampejos geniais que a música negra norte-americana deu ao mundo, ele que morreu aos 26 anos, num acidente de avião. A música que me convenceu é uma interpretação de A hard day's night, dos Beatles, ao vivo. Tem também I cant get no (satisfaction), Fa-fa-fa-fa-fa (sad song), I'm depending on you, Try a little tenderness etc. O negrão cantava com uma energia, uma vontade, que é demais – no cd em questão ele termina o show bufando, quase tendo um troço. Fui conferir com o meu amigo Fábio "Mutley" Bianchini se o cara é isso tudo mesmo que eu achava. Foi via MSN que eu lhe escrevi: "Porra, Mutley, esse Otis Redding canta pra caralho, hein?". E ele respondeu: "Demais! Melhor cantor da história". É isso aí, e só hoje me ocorreu de procurar um vídeo no Youtube para ver um show dele. Confira abaixo, e ouça alto, muito alto: I cant get no (satisfaction) – "Mick Jagger is in the house!" Try a little tenderness

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