Um dos aborrecimentos de ir ao cinema é ver trailers. Quando anuncia-se um bom filme, que você quer ver há tempos (em Florianópolis até os lançamentos demoram a chegar), tudo bem. Mas em geral é porcaria. Há uma cena de Hollywood ending (Dirigindo no escuro) em que Woody Allen, interpretando um diretor há anos fora do mercado tentando voltar ao establishment, tenta convencer um produtor e o dono de um estúdio de que é capaz de filmar o roteiro proposto pela dupla. Numa das melhores piadas do filme, Woody garante que seu trabalho conquistaria "adultos, idosos, gente de meia-idade, jovens... Crianças, bebês de colo...". Assim é com a maioria das produções. No domingo, por exemplo, fomos assistir ao bom Onde os fracos não têm vez (que tradução para No country for old men, não?), e mais uma vez passamos pelo constrangimento de ter de aturar trailers de filmes "para todas as idades":
O HOMEM DE FERRO
(em que o ápice da babaquice é o personagem da Marvel surgir na tela com Iron Man, do Black Sabbath, de trilha sonora!)
LOUCAS POR AMOR, VICIADAS EM DINHEIRO
(pobre Diane Keaton!, que junto com um grupo de "divertidas" mulheres planeja um roubo de banco)
EM PÉ DE GUERRA
(pobre Susan Saradon!, cujo filho é um bem-sucedido escritor de auto-ajuda que precisa domar o amante da mãe, seu antigo professor de educação física no colégio)
ps. já percebi que tem um pessoal que só entra na sala de projeção com 15 minutos de atraso em relação ao horário oficial da sessão, desconfio que para não pegar trailers. Mas eu acho que não teria ido assistir a Leões e cordeiros sem ter visto o trailer antes no cinema...
26/02/2008
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