A sonata a Kreutzer, de Lev Tolstói - Editora 34
Que bela experiência de leitura! A novela narrada em primeira pessoa é curta, escrita com excelência, trabalho de mestre. Tolstói tece uma narrativa vigorosa, que me prendeu porque, primeiro, gosto de personagens doentios, e segundo, porque os temas são sedutores: a infidelidade, a relação entre marido e esposa, homem e mulher, o câncer do ciúme, o desvario do amor. Pode-se dividir o livro em duas partes. No início, o narrador conta que está dentro de um trem e, sem ter o que fazer, inicia uma conversa sobre a instituição casamento com uns companheiros de cabine. Aí, um senhor intromete-se no papo e exalta os ânimos com opiniões radicais e, até, grosseiras. O grupo, ofendido, se desfaz. Sobram o narrador e o velho. Começa assim a segunda parte, em que o velho toma conta do livro e passa a revelar a sua desdita, os seus infortúnios de esposo, o assassínio que cometeu... Há, portanto, dois narradores: um que nos conta o que ouviu, outro que nos conta o que viveu. E tudo isso durante uma viagem de trem! O título da obra refere-se a uma composição de Beethoven. Descubra você mesmo por quê.
21/01/2008
Nanopinião 28
A sonata a Kreutzer, de Lev Tolstói - Editora 34
Que bela experiência de leitura! A novela narrada em primeira pessoa é curta, escrita com excelência, trabalho de mestre. Tolstói tece uma narrativa vigorosa, que me prendeu porque, primeiro, gosto de personagens doentios, e segundo, porque os temas são sedutores: a infidelidade, a relação entre marido e esposa, homem e mulher, o câncer do ciúme, o desvario do amor. Pode-se dividir o livro em duas partes. No início, o narrador conta que está dentro de um trem e, sem ter o que fazer, inicia uma conversa sobre a instituição casamento com uns companheiros de cabine. Aí, um senhor intromete-se no papo e exalta os ânimos com opiniões radicais e, até, grosseiras. O grupo, ofendido, se desfaz. Sobram o narrador e o velho. Começa assim a segunda parte, em que o velho toma conta do livro e passa a revelar a sua desdita, os seus infortúnios de esposo, o assassínio que cometeu... Há, portanto, dois narradores: um que nos conta o que ouviu, outro que nos conta o que viveu. E tudo isso durante uma viagem de trem! O título da obra refere-se a uma composição de Beethoven. Descubra você mesmo por quê.
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Oi, Flip, tudo bem?
ResponderExcluirBoa dica de leitura. Vou procurar por aqui.
Esses dias, passeando pela biblioteca da faculdade onde faço uma pós, me deparei com Viver para contar, do Gabo, e é o que leio no momento.
O amor nos tempos do cólera é um dos meus livros favoritos e poder ver de onde saiu a história tem sido muito bom.
Esses dias fui ver o filme. Bom para recordar a história.
Beijos para vcs!
Rafa
Vá lá, Rafa, embarque neste trem enquanto esperamos a continuação das memórias do Gabo... :)
ResponderExcluirBeijo