Olympia, de Fausto Wolff - Editora Leitura
Finalmente a nanopinião 25... Desde setembro não saía uma! Então faça o teste: a bomba se anuncia a cada página deste Olympia, novo romance de Fausto Wolff. Comigo, começou muito mal, piorou aos poucos e só a custo não larguei pela metade. Como são quase quinhentas páginas, já me sentia um bobo pela duzentos. São duas histórias, um capítulo para cada uma, que vão se entrelaçando aos poucos. A primeira se passa em Olympia, numa dimensão paralela, em que vive o casal Barroso e Marileusa. A mulher um dia cria um planeta com as fezes de Deus, e esse planeta se chama Terra. A outra história é a de sempre: Joel é um jornalista de ascendência européia que vive no Rio de Janeiro, a cantar a Internacional e resmungar nostálgico sobre a sociedade brasileira que um dia teve cultura, jornalismo de verdade e políticos decentes. Enfim, a segunda história os leitores fiéis de Fausto conhecem bem, e gostam, mesmo que repetida, às vezes com as mesmas palavras, como se parágrafos de sua obra apenas mudassem de livro. Acontece que a primeira história é muito chata. Em certo momento, passei apenas a tolerá-la, sempre ávido para chegar ao capítulo seguinte... Para piorar tudo, a Editora Leitura, que lançou este Olympia e relançou todos os romances do Fausto, não editou direito o texto. Chega a incomodar a quantidade de erros de pontuação, digitação etc. Por outro lado, foi utilizada uma técnica interessante na diagramação, porque o texto não é hifenizado, e desconfio que isso ajuda bastante a leitura. Bom, acontece que todo livro tem seu fim, e Olympia é, penso, um caso extraordinário em que o fim conserta o meio e a abertura. Pois terminei de lê-lo com satisfação. E gostei. Essa é a verdade. Mas se você não leu nada do homem ainda, comece por À mão esquerda, esse sim um livraço.03/12/2007
Nanopinião 25
Olympia, de Fausto Wolff - Editora Leitura
Finalmente a nanopinião 25... Desde setembro não saía uma! Então faça o teste: a bomba se anuncia a cada página deste Olympia, novo romance de Fausto Wolff. Comigo, começou muito mal, piorou aos poucos e só a custo não larguei pela metade. Como são quase quinhentas páginas, já me sentia um bobo pela duzentos. São duas histórias, um capítulo para cada uma, que vão se entrelaçando aos poucos. A primeira se passa em Olympia, numa dimensão paralela, em que vive o casal Barroso e Marileusa. A mulher um dia cria um planeta com as fezes de Deus, e esse planeta se chama Terra. A outra história é a de sempre: Joel é um jornalista de ascendência européia que vive no Rio de Janeiro, a cantar a Internacional e resmungar nostálgico sobre a sociedade brasileira que um dia teve cultura, jornalismo de verdade e políticos decentes. Enfim, a segunda história os leitores fiéis de Fausto conhecem bem, e gostam, mesmo que repetida, às vezes com as mesmas palavras, como se parágrafos de sua obra apenas mudassem de livro. Acontece que a primeira história é muito chata. Em certo momento, passei apenas a tolerá-la, sempre ávido para chegar ao capítulo seguinte... Para piorar tudo, a Editora Leitura, que lançou este Olympia e relançou todos os romances do Fausto, não editou direito o texto. Chega a incomodar a quantidade de erros de pontuação, digitação etc. Por outro lado, foi utilizada uma técnica interessante na diagramação, porque o texto não é hifenizado, e desconfio que isso ajuda bastante a leitura. Bom, acontece que todo livro tem seu fim, e Olympia é, penso, um caso extraordinário em que o fim conserta o meio e a abertura. Pois terminei de lê-lo com satisfação. E gostei. Essa é a verdade. Mas se você não leu nada do homem ainda, comece por À mão esquerda, esse sim um livraço.
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