14/11/2007

Pedro Doria se explica

1 crônica por dia acompanha de perto o "caso" da carta de Jon Lee Anderson a Diogo Schelp, de Veja. Pedro Doria, que primeiro divulgou a versão em português da carta do repórter veterano, foi chamado por Reinaldo Azevedo (veja postagem abaixo), mesmo que de maneira indireta, de "adorador" de Che e acusado de manter um blog "mixuruca". O colunista da revista apontou ainda erros na tradução da carta, que ele divulga no original em inglês. Pedro Doria se defende, reconhecendo, e ironizando, tropeços semânticos. A questão central, porém, ficou de fora da defesa: a falta do verbo insistir na tradução, que, me parece, faz toda a diferença em favor de Schelp (pelo quiprocó, não pelo conteúdo do artigo travestido de reportagem, claro). Abaixo, trecho do post de Doria: Azevedo – mas podem chamar pelo simpático Reinaldão – suspeita que quem divulgou a mensagem são os ‘adoradores de Che da imprensa brasileira’ e que blogs como este são ‘bloguinhos mixurucas’. Ele também afirma que a tradução deste blogueiro da carta de Anderson é petralha. O termo sempre me pareceu uma mistura de petista, do tipo ligado ao PT, com metralha – tipo os personagens Disney – ou canalha. Não que ofenda, só que também é impreciso. Não voto no PT. Jamais trabalhei para o PT ou em governo ligado à esquerda. Meu encantamento com a figura do Che, que houve, passou lá com os 18 anos e não consigo encontrar adjetivos melhores para Fildel Castro e Hugo Chávez do que ditadores. Aliás, sim, tenho horror a qualquer governo que lida com o Congresso corrompendo-o. É que no mundo sem quaisquer nuances ideológicas de Azevedo, ou se está a favor dele ou se é ‘daquela laia’. Mas ser de imprensa é ser de oposição também à oposição.
Postagem completa, com muitos outros argumentos, aqui.

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