Alexandre Beck, Paulinho Evangelista, Moema Paiva, Guilherme Gouvêa e nós
Fomos terça à abertura da primeira exposição individual do velho camarada Alexandre Beck. Ele estava contente da vida, atencioso com o bastante de gente que vinha cumprimentá-lo, questioná-lo sobre isso e aquilo (cores primárias, qualidade dos traços, profundidade de campo, perspectiva, que sei do que falavam?). Por lá, também, havia parentes, amigos longínquos, talvez de infância, ex-patrões e companheiros de trabalho, atraídos pelas reportagens dos jornais, pelo convite virtual via e-mail (meu Deus, não é o Alexandre, aquele? Que saudades...), e ainda o Guilherme, o Paulinho, o Rodrigo. Quase uma década após nos conhecermos, quem diria, estávamos reunidos para a abertura da exposição do cartunista do nosso jornal universitário. E não é que o Beck pinta telas? Segredo muito bem guardado, inclusive para nós, tão próximos apesar do abismo do dia-a-dia. E ficamos de papo-furado, conversando. Rimos muito quando, olhando a reprodução da matéria do Diário Catarinense sobre o vernissage, o Guilherme reparou que a repórter havia reabilitado a nossa crítica à Unisul, que fazíamos com tanta contundência: "Capenga, o jornal que é a cara da nossa universidade". Brinquei que estava explicado por que Laudelino José Sardá, coordenador do curso de Comunicação à época, não aparecera. Mas eis que o salão se esvazia em meio à conversa, a salgadinhos e refrigerantes: os curiosos, os amigos longínquos, os parentes, os ex-patrões e companheiros de trabalho se vão. Ficamos nós; vamos para um boteco, comemorar a primeira tela vendida, as demais que já estão encaminhadas, o sucesso? Não. A verdade é que é só terça-feira, o ano já está curto, a semana continua longa, e o trabalho urge e cansa. Posamos para a foto histórica e despedimo-nos, mais leves do que quando chegamos e felizes uns pelos outros.
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