20/08/2007

Incrível...

...como o poder público no Brasil faz besteira. A reportagem é da revista piauí de julho, seção Esquina. O IBGE gastou 91,8 milhões de reais em palmtops para recenseadores que, desde abril, varrem o país em uma grande pesquisa. O objetivo é que eles enviem as informações via bluetooth, banda larga, satélite, o diabo. Coisa fina, de "Primeiro Mundo", como gosta o brasileiro. Veja só o resultado: DE JETSONS A FLINTSTONES Desencantos tecnológicos do IBGE Com certo alarde, o IBGE divulgou em abril o início da contagem da população brasileira em cidades de até 170 mil habitantes. A pesquisa é importante porque a partir do número de moradores de um município, o governo calcula o repasse de verbas para as prefeituras. O minicenso tinha duas novidades. O questionário traria uma questão inédita: “O cônjuge é do mesmo sexo?”. A intenção da pergunta é estimar o número de casais gays. A segunda inovação tinha cunho tecnológico. Assim como ocorreu com as urnas eletrônicas, o Brasil sairia na frente ao abandonar lápis, caneta e papel nos levantamentos demográficos. Pela primeira vez, palmtops seriam usados para gravar e transmitir informações de uma pesquisa desse porte. Foram gastos 91,8 milhões de reais para comprar 82 mil aparelhinhos, feitos em Taiwan. Com eles, em vez de marcar o xis no papel, o entrevistador iria apenas clicar com a caneta de plástico na tela. Os resultados seriam processados em menos da metade do tempo exigido pela compilação manual. Continua AQUI.

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