21/11/2007

Às quintas-feiras e aos domingos, no DC!

Assim como a Regina Caravalho, também serei um cronista de quinta-feira! É que o Maicon Tenfen pegou umas férias da coluna que ele assina no Variedades do Diário Catarinense e irei substituí-lo por quatro semanas. Além da crônica em dia útil, digamos, assinarei mais duas, na revista Donna, encartada na edição de domingo do jornal: em 25/11 e 16/12. Esta será a quarta vez que assumo a responsabilidade de uma coluna de crônica no DC: uma quando tremendo de medo "interinei" o grande Sérgio da Costa Ramos e mais duas na Revista de Verão (2006/2007). É isso aí.

Uma estréia!

Com muito atraso, publico abaixo a estréia da coluna de crônica da Regina Carvalho, escritora e professora aposentada do curso de Jornalismo da UFSC, minha orientadora no curso de Especialização. Os textos sairão às quintas-feiras, no caderno Anexo, do jornal A Notícia. Longa vida à coluna! A primeira crônica jamais se esquece Regina Carvalho, escritora regicarv13@yahoo.com.br Há coisas que se vive dizendo, viram clichês, mas que não deveriam nem precisariam que se acreditasse nelas. Uma é a mania de se afirmar que a vida é finita. Não, não é, este é apenas um recorte mal feito da idéia: a vida de cada pessoa é finita, mas a Vida, a possibilidade, a existência, não. Eu não vou viver pra sempre, nem quero, mas o ser humano terá uma vida longa, embora não eterna, enquanto espécie. E não me refiro à vida além da morte, pois não sei se existe alguma coisa depois que se vai desta para melhor. A Velha Tida, minha avó, a que amava provérbios, base de sua sabedoria, repetia: morrer é descansar, e dava um suspiro, que fundo!, na expectativa de um dia receber este merecido repouso, depois de uma vida de muito sacrifício e muita labuta. Essa mesma finitude com a crônica. A mesma coisa com as palavras. E possam todas receber seu repouso mais que merecido. A crônica é também uma espécie, um gênero, ora em ascensão, ora em decadência, bem como nós. Às vezes some do mercado editorial, pra surgir depois, transfigurada ou semelhante, dependendo do autor, do momento, da temática. Palavras têm suas fases, também. Ao ir pedir um filme na locadora, muitas vezes passo por isso. Já se notou quantos títulos de filmes são adjetivados da mesma maneira? Assim é comum eu explicar pro atendente da locadora: acho que o nome é “Amor Mortal”, mas também pode ser fatal, letal, final... E lá vamos os dois (rindo, é claro!) decifrar o enigma, atrás de alguma coisa parecida e que seja o que estou buscando. Pois esta é minha crônica fatal, a primeira crônica. Talvez seja a última crônica que escrevo na vida, talvez não seja. E não é lindo que ao menos isso me seja oferecido de misterioso, a partir de mim mesma? Todos repetem o axioma do grande filósofo grego: conhece-te a ti mesmo. É um bom axioma, sem dúvida, mas se a gente conhecer a si completamente, vai se chatear um bocado na própria, inevitável e irrecorrível presença... É maravilhoso que se possa ainda surpreender a si próprio(a) de vez em quando, mesmo que de forma negativa... É bom que se possa rir de si mesmo(a), admitindo: “poxa, pensei que conhecia todos os meus defeitos, mas não sabia que ainda seria capaz dessa nova canalhice... E como posso ser canalha! Viva eu!” Ainda bem que com nossos próprios botões podemos ser completamente sinceros, embora desconfie que a imensa maioria nem com os botões totalmente soltos o consiga... Esta é minha crônica fatal, aquela que vai decidir se continuarei fazendo crônicas ou não, se vocês continuarão lendo minhas crônicas ou não... No texto de Fernando Sabino intitulado “A Última Crônica”, ele usa este título apenas porque se baseia no poema (quase) homônimo de Manuel Bandeira. Mas ao se ler o título se cria uma expectativa que funciona muito bem, principalmente porque ele vai desfazê-la depois. Sabino continuou cronicando, felizmente pra nós, mas poucas de suas produções futuras conseguiram alcançar o nível e a beleza daquela, absolutamente perfeita enquanto crônica. Tudo é pra sempre, nada é pra sempre, só o amor constrói, só o amor destrói, só o amor desconstrói... Tudo é certo, tudo é errado, é pecado, engorda, dá câncer, só Jesus salva, Alá é o único Deus e Maomé o seu profeta, mas tudo está certo como dois e dois são cinco, já o disse outro profeta. E aí reside a beleza da vida... e a da crônica, com todos os temas à nossa disposição, com todas as palavras à disposição. Gosto disso. Esta é minha crônica primordial...

20/11/2007

Um novo suporte à leitura

Amazon.com lançou dia desses o Kindle, "a wireless reading device", que é levinho, pequeno e em que você pode ler jornais, revistas, blogs e livros com muita facilidade. Jeff Bezos, fundador e CEO da empresa, escreveu um texto de apresentação do aparelho, que levou três anos para ser desenvolvido. Segundo ele, o objetivo do projeto, na prancheta, era fazer com que o usuário esquecesse do Kindle enquanto estivesse lendo, da mesma forma que acontece com os livros de papel: sem contas de internet, nenhum plano de serviço, nenhum software para instalar, nenhum tipo de sincronia, sem computador: "We want you to get lost in your reading and not in the technology". Como o Kindle possui wireless utilizada em celulares de última geração, é possível comprar livros em menos de um minuto e fazer assinaturas de jornais e revistas. Tudo que você compra fica armazenado online, o que salva o conteúdo de quebra ou perda do aparelho. Enfim, o troço é cheio de facilidades: busca por palavras, marcador de página, seleção de trechos... E agora, José? Assista ao vídeo de demonstração e leia tudo sobre o Kindle aqui.

19/11/2007

Woody Allen: velho e bom

Crédito: Richard McGuire
Matéria de capa do Sunday Book Review do New York Times:
Woody Allen in His Own Words Review by DAVID KAMP Eric Lax’s new book of interviews with Woody Allen, along with recent collections of Allen’s fiction and prose, helps burnish the director’s legacy. “Conversations” reveals, happily, an Allen who’s game to range freely over his oeuvre. We learn that his favorites of his own films are “The Purple Rose of Cairo,” “Match Point” and “Husbands and Wives” (the last one a bit of a surprise), with “Stardust Memories” and “Zelig” ranking a notch below. CONVERSATIONS WITH WOODY ALLEN His Films, the Movies, and Moviemaking. By Eric Lax. Illustrated. 390 pp. Alfred A. Knopf. $30.
(primeiro capítulo) MERE ANARCHY By Woody Allen. 160 pp. Random House. $21.95.
 
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