07/03/2008

Os blogs conversam: Rubem Braga em Zero Hora e no Diário Catarinense

Semana passada, fucei o Mundo Livro, blog das equipes de jornalistas do Segundo Caderno de Zero Hora e do clicRBS. Lá, durante a semana, Carlos André Moreira antecipa o que será destaque no ZH Cultura, que sai aos sábados. Descobri que na edição do último fim de semana o caderno sairia com um texto de Daniel Feix sobre a biografia de Rubem Braga (Marco Antonio de Carvalho, Editora Globo). Enviei um e-mail ao Carlos (que também foi cronista da versão gaúcha da Revista de Verão) comentando uma coincidência: eu acabara de escrever sobre o mesmo livro, também para o caderno de Cultura do Diário Catarinense. Indiquei-lhe a leitura, e o tempo passou. Agora, descobri, com atraso, que no sábado 1º de março ele não só comentou o assunto, como fez a gentileza de publicar minha resenha no Mundo Livro.
Aproveite para ler a entrevista que Carlos publicou em ZH Cultura com o grande Milton Hatoum, que acaba de lançar a novela Órfãos do Eldorado (Cia. das Letras) - também porque do escritor amazonense não se pode perder nem os artigos. Leia aqui.

06/03/2008

Cuidado com o vírus!

Parece sacanagem, mas um tempo depois de eu publicar o post abaixo, sobre como estudantes cubanos fazem para enviar informações para fora do país sem ser submetidos à censura, pintou um vírus no espaço dos comentários. É a primeira vez que acontece isso em 1 crônica por dia. A mensagem é esta: Mezik disse... See Here (http://tinyurl.com/2hvuep) or Here (http://ctk-vincent-alberici.blogspot.com/) Está ali, para quem quiser arriscar.

O contrabando de informações em Havana

É ótima a reportagem do correspondente do New York Times em Cuba publicada hoje no jornalão. Descreve como os estudantes de Havana fazem para enviar informações para fora do país, notícias que não seriam publicadas nos jornais oficiais (há mais um, além do Granma) e certamente desfavoráveis ao governo. Por exemplo, um vídeo em que representantes deles interpelam o presidente da assembléia nacional, Ricardo Alarcón. E não é o tipo de questão "Ah, por que não aderimos ao capitalismo?" Os caras citam José Martí, a Bolívia de Evo Morales, falam em nome da classe trabalhadora cubana etc., sobre a qualidade de vida no país. Descreve o funcionamento de um mercado informal de pen drives, venda de pontos de acesso à internet (em Havana, há um cybercafé, vigiado, em que não se pode usar o Google, segundo o texto) e como um casal faz para manter blogs em servidor alemão. Enfim, a estudantada lá se mexe, mesmo que "falando de lado e olhando pro chão". Que repercuta! By JAMES C. McKINLEY Jr. Published: March 6, 2008 HAVANA — A growing underground network of young people armed with computer memory sticks, digital cameras and clandestine Internet hookups has been mounting some challenges to the Cuban government in recent months, spreading news that the official state media try to suppress. Last month, students at a prestigious computer science university videotaped an ugly confrontation they had with Ricardo Alarcón, the president of the National Assembly. Mr. Alarcón seemed flummoxed when students grilled him on why they could not travel abroad, stay at hotels, earn better wages or use search engines like Google. The video spread like wildfire through Havana, passed from person to person, and seriously damaged Mr. Alarcón’s reputation in some circles. Continua aqui. O vídeos dos estudantes cubanos interpelando Ricardo Alarcón, presidente da Assembléia Nacional de Cuba: Os blogs que cubanos mantém em servidores estrangeiros, citados na reportagem, são estes: Consenso desde Cuba e Generación Y.

05/03/2008

O Oscar 2008 foi do cacete!

Ontem assistimos a There wil be blood (Sangue negro), e saímos do Floripa Shopping bastante satisfeitos. Com atraso de uma semana e meia, pudemos confirmar que o Oscar 2008 foi do cacete, um dos melhores dos últimos anos, acho. Os dois principais filmes na disputa, Sangue... e No country for old men (Onde os fracos não têm vez), são longos, sem pressa, mais difíceis que a média e pouco convencionais. Além disso, um inglês (Daniel Day-Lewis) conquistou o prêmio de melhor ator, um espanhol (Javier Bardem) o de melhor ator coadjuvante e uma francesa (Marion Cotillard) o de melhor atriz. E estou com os votantes da academia: por muito pouco, gostei mais de Onde os fracos..., e Daniel está de matar no papel do oilman ("prospector", no filme) self-made-man, empresário típico dos EUA: não preciso do Estado, estudo, planejo, empreendo e executo meu negócio por minha conta etc. Só achei que no fim do filme, praticamente na última cena de Sangue..., Daniel imitou o Jack Nicholson de O iluminado. Achei igual. Sangue Negro: Onde os fracos não têm vez:
 
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